Economia

Alemanha quer que smartphones durem ao menos sete anos

Esses congressistas agora agem para criar leis que obriguem as fabricantes a oferecer atualizações de segurança por sete anos e alongamento do período de garantia de reparos, informa o jornal online Heise

Rastro101
Com informações do Época Negócios

06/09/2021 por Redação

Divulgação/Época NegóciosDivulgação/Época Negócios
Cultura do reparo e regras mais duras contra a obsolescência programada podem diminuir danos ao meio ambiente e ajudar o consumidor (Foto: Thinkstock)

 

O governo da Alemanha apresentou a alguns congressistas da sua base um conjunto de normas para estender a vida útil de smartphones. Esses congressistas agora agem para criar leis que obriguem as fabricantes a oferecer atualizações de segurança por sete anos e alongamento do período de garantia de reparos, informa o jornal online Heise.

O plano do governo alemão deverá incluir a exigência de que peças para reparos sejam obtidas facilmente, por preços razoáveis, e recebidas em até cinco dias úteis.

As fabricantes normalmente oferecem dois ou três anos de garantia de atualizações de software e um pouco mais no caso dos updates de segurança. De acordo com o site The Next Web, a Samsung se comprometeu este ano com quatro anos de updates de segurança e as grandes fabricantes (como Samsung, Apple e Google), juntas, pedem à União Europeia que a exigência seja de três anos.

As empresas já vinham lidando com a pressão da Comissão Europeia por garantia de cinco anos (para smartphones) e seis anos (para tablets) na produção de peças e nas atualizações de software. De acordo com esse plano, os preços das peças seriam públicos e não poderiam subir (embora fique preservada a liberdade das empresas para definir o preço inicial). O prazo de recebimento das peças deverá ser cinco dias úteis. A UE deve implementar esse plano em 2023.

O governo da Alemanha e a Comissão Europeia discutem como reforçar a exigências ambientais relacionadas aos dispositivos a iniciativa pode incluir regras de design industrial, selos de baixo consumo de energia e um "índice de reparabilidade". Uma porta-voz do Ministério da Economia da Alemanha afirmou que o objetivo é "aumentar a confiabilidade e a reparabilidade dos dispositivos". A ideia é atacar de uma vez dois problemas: a obsolescência programada, um transtorno caro para o consumidor, e o impacto ambiental causado pela produção e descarte excessivos de equipamentos como celulares e tablets. Movimentos organizados de consumidores como o Right to Repair nos Estados Unidos e a onda "low tech" na Europa vêm pressionando as companhias a mudar suas práticas.
 

Link curto: https://bit.ly/2YmG16r

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