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Brasil tem a quarta maior taxa de desemprego do mundo

Levantamento mostra que o desemprego no país é mais que o dobro da taxa média global e o pior entre os integrantes do G20. Apenas Costa Rica, Espanha e Grécia registraram em agosto uma taxa de desemprego maior que a do Brasil

Rastro101
Com informações do site O Tempo

22/11/2021 por Redação

Divulgação/O TempoDivulgação/O TempoO Brasil tem a quarta maior taxa de desemprego entre as principais economias do mundo, segundo a agência de classificação de risco Austin Rating, que reúne dados de mais de 40 países que já divulgaram dados oficiais no terceiro trimestre de 2021. Apenas Costa Rica, Espanha e Grécia registraram em agosto uma taxa de desemprego maior que a do Brasil.

O levantamento, divulgado pelo portal G1, mostra que o desemprego no Brasil é mais que o dobro da taxa média global e o pior entre os integrantes do G20 (grupo que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) que já divulgaram números relativos a agosto ou setembro.

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 13,2% no trimestre encerrado em agosto, atingindo 13,7 milhões de trabalhadores, segundo a última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Antes da chegada da pandemia de Covid-19, o índice estava abaixo de 12%, saltando para 14,7% no 1º trimestre de 2021.

Mercado reduz estimativas dos PIBs de 2021 e 2022

As notícias ruins produzidas pela economia nacional não param por aí. O mercado financeiro reduziu de 4,88% para 4,80%  a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2021. Há quatro semanas, a projeção era de 4,97%.

Pela sétima vez consecutiva, o mercado também diminuiu a estimativa para o PIB em 2022. A mediana das projeções dos economistas caiu de 0,93% para 0,7%. 

Os dados constam no relatório Focus do Banco Central divulgado na manhã desta segunda-feira (22) pelo Banco Central.

O mercado elevou, pela 33ª semana, suas projeções para a inflação este ano, desta vez de 9,77% para 10,12%. É a primeira vez que a previsão atinge os dois dígitos.

As estimativas para o indicador em 2022 também tiveram piora, de 4,79% para 4,96%, na 18ª semana consecutiva. 

Em meio à forte pressão inflacionária, os economistas ouvidos pelo BC elevaram suas expectativas para os juros em 2022 e agora veem a Selic encerrando o próximo ano em 11,25%, acima dos 11% esperados no levantamento anterior.

Para dezembro deste ano, a estimativa para a taxa básica de juros foi mantida em 9,25%. A expectativa é de novo aumento de 1,5 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início de dezembro.

O relatório Focus é divulgado toda segunda-feira, às 8h30, com o resumo das estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas nos 30 dias corridos até a data de referência do estudo.

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