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Em novo áudio, Kalil diz que Agostinho e Adalclever 'não valem nada'

Em conversa com o prefeito, Alberto Lage disse que não queria mais trabalhar com ele porque Kalil tinha “aliados péssimos” e “não está fazendo caminho certo"

Rastro101
Com informações do site O Tempo

27/10/2021 por Redação

Divulgação/O TempoDivulgação/O TempoEm mais um áudio divulgado pelo ex-chefe de gabinete, Alberto Lage, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) declarou que o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Agostinho Patrus (PV), e o secretário de Governo da Prefeitura de Belo Horizonte, Adalclever Lopes (MDB), “não vale[m] nada”. A gravação foi divulgada no programa Alerta Super, da rádio Super 91,7 FM, comandado pelo jornalista Ricardo Sapia.



A fala ocorreu durante uma conversa entre Kalil e Lage no dia 18 de agosto. O prefeito pergunta ao ex-chefe de gabinete o motivo dele não querer mais trabalhar com ele. Alberto Large responde que Kalil está com “aliados péssimos” e que não está no caminho certo.

“Eu não tenho outros [aliados]”, diz Kalil, em seguida. “Eles estão mexendo com outra coisa... na hora que começar a campanha, sou eu. Vai ser eu que vou pra frente. Porque não adianta. Adalclever não vale nada. Agostinho não vale nada. Ninguém vale nada”, conclui o prefeito.

“Então você vai arrumar alguém que valha, prefeito. Eu estou falando sinceramente o que eu acho, penso. Acordo fazem os dois, mas ir embora, posso ir eu só”, rebate Alberto Large.

Agostinho Patrus (PV) é o principal cotado para ser o vice de Kalil nas eleições para o governo de Minas Gerais nas eleições de 2022. Já Adalclever Lopes, além de ser o secretário de Governo da PBH, é o articulador político da pré-campanha do prefeito ao Palácio Tiradentes.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Agostinho Patrus informou que não vai comentar o áudio. Alexandre Kalil, Adalclever Lopes e Alberto Lage foram procurados pela rádio Super 91,7 FM, mas ainda não se posicionaram. Esta matéria será atualizada.

Entenda

Alberto Lage foi exonerado, a pedido, do cargo de chefe de gabinete de Kalil 13 dias depois que a conversa ocorreu. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 31 de agosto. Desde então, ele tem tornado público uma série de áudios de Kalil e também de Adalclever Lopes.

Na última quinta-feira (21), Lage divulgou uma gravação em que o prefeito de Belo Horizonte diz que empresários ligados às empresas de transporte público da cidade pagariam R$ 1 milhão na contratação de advogados. Segundo o ex-chefe de gabinete, os advogados atuariam na defesa do ex-presidente da BHTrans, Célio Bouzada. 

Bouzada negou que sua defesa esteja sendo custeada pelos empresários de ônibus. Nesta terça-feira (26), o advogado dele, Hermes Vilchez Guerrero, protocolou na Câmara Municipal um documento para comprovar que não houve pagamento de seus honorários por empresas de ônibus.

Kalil disse que o áudio divulgado na quinta-feira (21) era “clandestino” e “distorcido” e declarou que estava analisando entrar na Justiça.

“O problema do áudio é que ele é distorcido. Quando ele for transcrito na Justiça, como será, todos vão ver que eu disse, que eu pensava, que eu achava, que podia ser, podia não ser, que um advogado do nível do doutor Hermes poderia estar sendo financiado por alguém. Uma conversa particular com quem eu achava que era de confiança e fazendo o meu valor de juízo de tudo que estava acontecendo”, disse Kalil em coletiva de imprensa convocada na semana passada.

Já o SetraBH informou, na quinta-feira (21), que nenhum empresário ligado à entidade teve envolvimento na contratação ou contato com o advogado Hermes Guerrero, que é mencionado na gravação divulgada por Alberto Lage.

Alberto Lage também denunciou um suposto caixa 2 praticado por Adalclever Lopes na Prefeitura de Belo Horizonte. Na Câmara Municipal, Lopes negou a denúncia de que estaria usando seu cargo na PBH para praticar caixa 2.

Alberto Lage também apresentou uma denúncia de que Adalclever teria pressionado um fornecedor da prefeitura a bancar uma pesquisa eleitoral. O Conselho de Ética da PBH, no entanto, arquivou a denúncia.

Esta matéria está em atualização

 

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