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Relatório final da CPI da Covid exclui nomes incluídos por Renan

Secretário de Saúde Indígena, presidente da Funai e empresário de farmacêutica tiveram suas sugestões de indiciamento retiradas do texto que será lido

Rastro101
Com informações do site O Tempo

20/10/2021 por Redação

Divulgação/O TempoDivulgação/O TempoO relatório final da CPI da Pandemia, que será lido hoje no Senado, excluiu três nomes inicialmente incluídos pelo senador Renan Calheiros (MDB) na minuta inicial. As mudanças se deram após conversas entre integrantes do chamado G7, o grupo de senadores que compõem a ala majoritária da CPI. Deixaram a lista de sugestões de indiciamento o secretário especial de Saúde Indígena, Robson Santos da Silva, o presidente Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier da Silva, e o empresário Emanuel Catori, sócio da farmacêutica Belcher.

No caso dos dois primeiros, a exclusão se deu após o grupo que controla a CPI conseguir convencer Renan Calheiros a retirar a imputação de crime de genocídio contra os povos indígenas do relatório. Além dos dois, o presidente Jair Bolsonaro também era acusado do crime, o que foi retirado do relatório final. Apesar disso, o relatório discursa por várias páginas sobre atitudes do governo que deixaram a população indígena em vulnerabilidade e que teriam contribuído com uma taxa de mortalidade maior entre índios do que na população em geral.

Já em relação a Emanuel Catori, ele estava sendo acusado de improbidade administrativa junto com o filho do presidente da República, senador Flávio Bolsonaro. Esse indiciamento foi retirado, em razão de não haver provas que pudessem embasar a tese de que Flávio teria auxiliado a empresa a conseguir contratos com o governo. No depoimento que prestou à CPI ele foi questionado sobre a atuação da empresa como intermediária do laboratório chinês CanSino na negociação com o Ministério da Saúde pelo fornecimento de 60 milhões de doses da vacina Convidencia ao custo de R$ 5 bilhões. Na ocasião, Catori negou qualquer irregularidade.

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