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Vereda: Uma força-tarefa composta por representantes da Justiça Eleitoral, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar (44ª CIPM/PETO) e Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) atuou para garantir o cumprimento de ordem judicial no distrito de São João da Prata, zona rural do município de Vereda/BA. A ação resultou na interrupção de um evento festivo que descumpria regras eleitorais e sanitárias, além da apreensão de aproximadamente 40 kg de carne in natura sem procedência legal.
A intervenção foi deflagrada a partir de uma determinação do Juiz Eleitoral Murillo David Brito, da 148ª Zona Eleitoral de Itanhém. O magistrado apreciou denúncia sobre a promoção de um evento denominado Casa do Vereador Dé do Táxi, organizado pelo vereador Adeilson José Martins. Segundo os autos e materiais de divulgação gravados em áudio e vídeo, havia anúncio de churrasco com abate clandestino de novilhas, atrações musicais e convocação generalizada de moradores e caravanas da região.
Em sua decisão, o juiz eleitoral advertiu o parlamentar sobre a proibição de veiculação de propaganda irregular e ressaltou que a aparente ausência de inspeção sanitária prévia no abate dos animais configurava grave risco à saúde pública. Diante disso, requisitou o apoio e a fiscalização imediata dos órgãos competentes para preservar os vestígios e inibir condutas ilícitas.
No local, a equipe foi liderada pela oficial de justiça ad hoc designada da 148ª Zona Eleitoral, Silmara Gomes da Silva, pelo médico veterinário e gerente do Território Extremo Sul da ADAB, Mário Luiz de Oliveira Júnior, e pelo investigador da Polícia Civil, Rafael. A segurança da operação e o acompanhamento logístico até a Rua Principal, nº 200, foram garantidos pelas guarnições da 44ª CIPM, com atuação do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO).
Ao chegarem ao endereço, os agentes constataram a infração às normas vigentes e notificaram o vereador intimado. Durante a fiscalização, os fiscais da ADAB recolheram cerca de 40 kg de carne considerada imprópria para o consumo por falta de comprovação de origem sanitária.
Apesar de demonstrar indignação e alegar ser vítima de perseguição política, o vereador Dé do Táxi não ofereceu resistência às determinações das autoridades. Todo o produto apreendido ficou sob a responsabilidade e guarda da ADAB para a realização dos procedimentos legais de descarte e autuação, enquanto os desdobramentos cíveis e criminais do caso seguem sob análise do Ministério Público e da Polícia Civil.
Por: Lenio Cidreira/Liberadenews
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