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Empresário compra medicamentos e insumos para a UPA após médico ter que sair para comprar remédio; caos expõe crise na saú

Saúde - com informações do LiberdadeNews

Rastro101
Com informações do LiberdadeNews

06/08/2026 por Redação

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Teixeira de Freitas: Um episódio que mescla indignação e um gesto nobre de solidariedade lançou luz sobre a grave crise enfrentada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, escancarando a precariedade da saúde pública local.

Há algumas semanas, um empresário da cidade — que pediu anonimato por receio de represálias — precisou de atendimento na unidade. O que testemunhou, no entanto, foi além da simples dificuldade de acesso. Em um relato exclusivo enviado ao LiberdadeNews, ele compartilhou sua experiência com riqueza de detalhes, autorizando a divulgação do conteúdo desde que sua identidade fosse preservada:

Precisei de atendimento na UPA e, infelizmente, não consegui. O que mais me marcou foi ver um médico sair do consultório para comprar medicamentos para um paciente em estado grave. Também fui informado por uma profissional da unidade que faltavam cateteres e outros insumos essenciais, colocando pacientes em risco.

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A cena, por si só, já seria grave o suficiente para expor as entranhas de um sistema à beira do colapso. Um médico interrompendo o atendimento para ir pessoalmente a uma farmácia comprar remédios. Uma profissional de saúde admitindo, nos corredores, a falta de itens básicos como cateteres e luvas. Tudo isso diante de pacientes que aguardavam, sem alternativa, por um socorro que o poder público deveria garantir — e não garante.

Profundamente sensibilizado com o que viu e preocupado com o risco iminente a que outros pacientes estavam expostos, o empresário decidiu agir. Após conversar com a esposa, o casal — mesmo enfrentando dificuldades financeiras — comprou uma quantidade significativa de medicamentos e materiais hospitalares. Entre os itens doados estavam prometazina 25 mg, luvas, cateteres e outros produtos que, naquele momento, eram inexistentes nos estoques da unidade. O gesto foi movido por uma convicção simples e ao mesmo tempo cortante, expressa em seu desabafo final:

Diante dessa realidade, conversei com minha esposa e, mesmo enfrentando dificuldades financeiras, decidimos comprar uma caminhonete de medicamentos para ajudar no atendimento. Fizemos isso porque acreditamos que a vida deve estar acima de qualquer outra prioridade. São muitas as vítimas da corrupção. Ela destrói vidas no trabalho, na saúde, na educação, na segurança e até na liberdade. Enquanto muitos sofrem as consequências, poucos são responsabilizados. Que Deus tenha misericórdia do nosso povo e ilumine o caminho da justiça.

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A realidade trazida a público é alarmante e inadmissível. Uma unidade de urgência e emergência não pode operar sem medicamentos e insumos básicos. A ausência de itens como cateteres e luvas não representa apenas um problema administrativo ou logístico; ela compromete diretamente a capacidade de salvar vidas, expondo pacientes a um risco inaceitável e constrangendo profissionais de saúde a atuarem na base do improviso e da própria bolsa.

Mais grave ainda é o fato de cidadãos estarem sendo compelidos a assumir uma responsabilidade que é indelegável do poder público. A atitude do empresário, por mais nobre e comovente que seja, não pode ser normalizada. É um grito de socorro silencioso, um ato de desespero cívico diante de uma falha estrutural que coloca a assistência pública em xeque.

A reportagem mantém espaço aberto para que a Prefeitura de Teixeira de Freitas e a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem. É fundamental que esclareçam se houve, de fato, desabastecimento na UPA no período mencionado e, principalmente, quais medidas concretas e emergenciais foram adotadas para garantir que episódios como esse jamais se repitam.

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Enquanto as respostas oficiais não chegam, uma pergunta incômoda continua a ecoar entre pacientes, profissionais de saúde e cidadãos comuns: até quando a população de Teixeira de Freitas terá que depender da caridade alheia para ter acesso àquilo que já é pago com impostos e que deveria ser garantido como um direito fundamental pelo Estado?

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Por: Rafael Vedra / LiberdadeNews

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