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Teixeira de Freitas: O drama enfrentado por pacientes que dependem da regulação estadual para conseguir atendimento de alta complexidade volta a ganhar um novo e preocupante capítulo. Desta vez, a vítima da demora é a senhora Maria de Lourdes Souza Cruz, de 78 anos, que permanece internada no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas há quase 30 dias aguardando uma transferência para o Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), onde necessita realizar uma cirurgia cardíaca.
A espera e a angústia da família
De acordo com familiares, a idosa já teve toda a documentação encaminhada ao Sistema Estadual de Regulação (SUREM), mas, mesmo após quase um mês de espera, a vaga ainda não foi disponibilizada. A família relata um verdadeiro sofrimento diário. Todos os dias procuram o setor responsável em busca de informações, porém recebem sempre a mesma resposta: é preciso continuar aguardando. Enquanto isso, a angústia aumenta e o estado de saúde da paciente preocupa.
A fila da morte
A situação reacende as críticas ao sistema de regulação da Bahia, que, para muitos pacientes e familiares, já deixou de ser apenas uma fila de espera e passou a ser conhecida como a fila da morte. O apelido reflete o sentimento de impotência de quem vê o tempo passar enquanto doenças graves evoluem sem a assistência especializada necessária.
Casos semelhantes têm se repetido com frequência em Teixeira de Freitas e em todo o Extremo Sul baiano. Pacientes aguardam semanas ou até meses por leitos, cirurgias e procedimentos de alta complexidade, transformando hospitais em locais de espera interminável, onde cada dia pode representar a diferença entre a vida e a morte.
O questionamento
É inevitável questionar: de que adianta existir uma estrutura hospitalar de referência se o acesso aos procedimentos continua travado pela burocracia da regulação? Quando uma pessoa de 78 anos permanece quase 30 dias internada aguardando uma cirurgia cardíaca, a demora deixa de ser apenas um problema administrativo e passa a representar um grave risco à vida.
Apelo das autoridades
A família faz um apelo às autoridades de saúde para que o caso seja analisado com urgência e que a transferência seja autorizada o mais rápido possível. Para quem acompanha a rotina de pacientes regulados, cada hora de espera é uma corrida contra o tempo.
Enquanto a vaga não chega, Maria de Lourdes Souza Cruz permanece internada, cercada pela esperança da família e pela expectativa de que o sistema finalmente responda antes que seja tarde demais. Nossa equipe segue acompanhando o caso.
Por: Rafael Vedra/LiberdadeNews
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