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"Saúde em colapso: HMTF opera de portas Fechadas após perder R$ 50 milhões em atendimentos de alta complexidade"

Saúde - com informações do LiberdadeNews

Rastro101
Com informações do LiberdadeNews

30/07/2026 por Redação

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Teixeira de Freitas: Uma grave crise na gestão da saúde pública tem gerado indignação e constantes reclamações entre os moradores de Teixeira de Freitas. O Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF), que historicamente figurou como principal referência em atendimento médico de alta complexidade para todo o Extremo Sul baiano, passa por um visível processo de desidratação de seus serviços, operando atualmente sob regime restrito e com portas Fechadas (atendimento regulado via UPA).

Uma denúncia manifestada pelo jornalista Edvaldo Alves em frente à unidade de saúde reacendeu o debate sobre o destino dos recursos e a eficiência da gestão municipal comandada pelo prefeito Dr. Marcelo Belitardo.

Perda de serviços essenciais e impacto financeiro

A derrocada do HMTF coincide com a transferência massiva dos principais serviços de alta complexidade e urgência para o Hospital Costa das Baleias. Entre as especialidades essenciais que deixaram de ser atendidas no hospital municipal estão:

1. Alta complexidade em Cardiologia (cirurgias cardíacas, hemodinâmica e procedimentos como cateterismo);

2. Alta complexidade em Ortopedia (cirurgias ortopédicas de grande porte);

3. Neurocirurgia;

4. Atendimentos de politrauma, urgência e emergência.

Essa dependência direta da nova unidade estadual desencadeou um dos gargalos mais dramáticos da saúde local: as intermináveis filas no sistema de Regulação. A demora excessiva na transferência e autorização de exames e cirurgias no Hospital Costa das Baleias tornou-se o principal alvo de revolta dos munícipes. Pacientes em estado grave chegam a aguardar semanas por um leito ou procedimento adequado, e a lentidão do sistema já resultou em episódios trágicos de mortes de pacientes ainda na fila de espera, evidenciando o colapso da assistência na região.

De acordo com as estimativas apresentadas na denúncia, a perda do repasse desses procedimentos representa um impacto financeiro estimado em R$ 4,2 milhões mensais — o que equivale a um prejuízo acumulado superior a R$ 50 milhões ao ano, que o município e a população deixaram de reter direta ou indiretamente para a manutenção da estrutura própria de saúde.

Portas Fechadas e o impasse dos ortopedistas concursados

Diferente do ritmo frenético do passado. A unidade passou a operar exclusivamente na modalidade de portas fechadas (atendimento regulado via UPA para pequenas cirurgias), eliminando a entrada direta de pacientes e o fluxo constante de ambulâncias.

A situação também reacende críticas quanto ao aproveitamento da estrutura já existente no município. Um dos pontos mais questionados diz respeito à ortopedia. A Prefeitura de Teixeira de Freitas conta com sete médicos ortopedistas concursados, profissionais que, segundo relatos, deixaram de atuar em cirurgias ortopédicas no HMTF e foram remanejados para o Centro de Tratamento Ortopédico (CTO). Para críticos do atual modelo, a manutenção da ortopedia no Hospital Municipal poderia ampliar o acesso da população, reduzir deslocamentos e desafogar a rede estadual. E podemos citar o caso do menino Jesus Albuquerque, que ficou mais de 07 dias no Hospital Municipal Sagrada Família, entrou na fila da regulação, e precisou ser levado a Salvador para uma cirurgia após fratura no braço.

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Terceirização sob fortes críticas

Paralelamente ao esvaziamento das atribuições do HMTF, a gestão municipal optou por terceirizar a administração dos principais equipamentos públicos de saúde do município, incluindo a UPA, o próprio HMTF e a Maternidade (UMESF / Sagrada Família).

A entrega da gestão da saúde para uma empresa privada, cujo comando sequer reside no município, tem se mostrado ineficaz na prática. A população relata queda na qualidade do atendimento, desorganização nos fluxos de triagem e demora no acesso a tratamentos, questionando a real vantagem do modelo de terceirização adotado.

A comunidade e as lideranças locais cobram um posicionamento oficial e esclarecimentos públicos do prefeito Dr. Marcelo Belitardo sobre os motivos que levaram ao desmonte da rede pública municipal e à abdicação de recursos milionários da saúde.

Por: Rafael Vedra/Liberdadenews

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