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Teixeira de Freitas: Na política, a ausência também comunica. E, quando se repete nos principais espaços de articulação, passa a ser lida como um gesto estratégico. Foi o que se viu na convenção estadual do PDT, realizada nesta terça-feira, 21 de julho, em Salvador, onde a primeira-dama de Teixeira de Freitas, Penélope Belitardo, não esteve presente. Apesar do desfalque físico, a sua pré-candidatura a deputada estadual foi devidamente confirmada pelo partido.
O encontro reuniu a cúpula do PDT baiano, além de parlamentares, prefeitos e lideranças regionais, para traçar as diretrizes eleitorais de 2026. A legenda reafirmou sua aliança formal com o Governo do Estado e com o projeto do PT, integrando o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues.
A formalidade burocrática versus o peso político
Do ponto de vista jurídico e estatutário, a presença física de Penélope não era obrigatória: a assinatura da ata cumpre as exigências formais para a homologação da pré-candidatura. No entanto, a política tradicional se consolida no aperto de mão, nas conversas reservadas e no contato direto.
É exatamente nesse ponto que analistas e opositores concentram as críticas ao grupo Belitardo:
* Falta de articulação presencial: A ausência física retira a pré-candidata do centro das negociações de bastidor e diminui sua musculatura nos grandes debates estaduais.
* Alinhamento ao PT em evidência: Ao ter sua candidatura ratificada por um partido abertamente aliado do PT e da esquerda governista, a pré-candidatura consolida seu vínculo com a base de Lula e Jerônimo Rodrigues. Essa aproximação direta com o petismo tende a gerar forte ruído e resistência entre os eleitores alinhados à direita — base que historicamente sustentou o grupo político dos Belitardo no extremo sul baiano.
Histórico de ausências e desgaste político
O episódio na convenção do PDT não é um fato isolado. Recentemente, o prefeito Marcelo Belitardo também não compareceu ao Programa de Governo Participativo (PGP), promovido pelo PT, evento que contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues. A expectativa de que o gestor recepcionasse a comitiva estadual em Teixeira de Freitas acabou frustrada, gerando forte repercussão na imprensa e nos bastidores.
Com a repetição dessas faltas em compromissos de grande visibilidade, ganha força o discurso dos críticos de que o grupo tem desperdiçado momentos essenciais para consolidar apoios regionais. Para quem busca uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), transitar por todas as regiões e marcar presença em atos partidários é fundamental.
Enquanto aliados sustentam que as ausências em nada afetam os objetivos eleitorais do grupo, adversários veem o cenário com otimismo: enxergam uma combinação de baixa capacidade de articulação presencial com um desalinhamento prévio junto ao seu eleitorado de direita.
Em um cenário eleitoral tão acirrado, o silêncio de uma cadeira vazia costuma falar mais alto do que qualquer fala inflamada no palanque.
Por: Rafael Vedra/Liberdadenews
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