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Teixeira de Freitas: A decisão do prefeito Dr. Marcelo Belitardo de vetar integralmente o Projeto de Lei do Legislativo nº 03/2026, que alteraria a denominação do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF) para Hospital Municipal Dr. Wagner Mendonça, ecoou como um duro golpe no sentimento coletivo da cidade. Proposto pelo presidente da Câmara, vereador Jonatas dos Santos, e aprovado por absoluta unanimidade por todos os parlamentares, o projeto representava um ato de gratidão e justiça histórica pacificado na sociedade.
O veto do Executivo, fundamentado em argumentos burocráticos e na preservação de uma nomenclatura de 2014, gerou imediata revolta nos bastidores políticos e sincera tristeza na comunidade e na família do homenageado.
Distante de qualquer partidarismo ou conveniência de lado político, a homenagem ao Dr. Wagner Mendonça traduz-se no reconhecimento de um homem cuja trajetória se confunde com a própria história e emancipação de Teixeira de Freitas. Nascido em Douradoquara/MG, o médico e obstetra adotou o município como sua morada em 1979, recém-saído de sua residência, para trabalhar no Hospital Sobrasa. Com um estilo humanitário inesquecível, Dr. Wagner estendeu a mão à população mais carente, prestando serviços médicos essenciais e transformando a saúde local.

Seu carisma e a imensa gratidão do povo o impulsionaram naturalmente à vida pública: elegeu-se vereador em 1986, foi vice-prefeito e, em 2001, consagrou-se como o primeiro prefeito reeleito da história do município. Ao longo de dois mandatos, liderou reformas estruturais na infraestrutura, limpeza urbana, educação e saúde, deixando um legado indelével.
A notícia do veto entristeceu profundamente a viúva de Dr. Wagner, a bioquímica Dra. Vera Mendonça, e seus três filhos — dos quais dois seguiram o caminho da medicina. A família Mendonça, amplamente respeitada por suas décadas de serviços prestados voluntária e profissionalmente ao município, recebeu a decisão com decepção, após terem vivenciado a alegria do reconhecimento unânime na Casa do Povo.
A reação na Câmara Municipal de Vereadores foi imediata e enérgica. Parlamentares manifestaram forte indignação com a postura do Executivo, interpretando o veto como uma desconsideração à vontade soberana do parlamento e ao clamor popular. Nos bastidores políticos, a articulação para a derrubada do veto já é dada como certa. Os vereadores apontam que a preservação da memória de um homem que dedicou a vida a aliviar o sofrimento da população de Teixeira de Freitas está acima de qualquer formalidade ou tecnicismo.

A prefeitura justificou a decisão alegando a necessidade de manter a estabilidade normativa e indicando que o hospital já possui o nome da Dra. Adimar Siqueira estabelecido há mais de uma década. Contudo, para a comunidade local, o peso histórico e a imensa representatividade do Dr. Wagner Mendonça justificavam com sobras a honraria na principal casa de saúde pública da cidade.
O sentimento que prevalece é o de que a história de um líder tão amado e honrado não pode ser limitada por entraves burocráticos.
Por: Edvaldo Alves/Liberdadenews
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