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Ilhéus: A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira, 21 de maio, uma operação para apurar graves irregularidades na contratação emergencial de merenda escolar no município de Ilhéus, no sul da Bahia. O contrato sob investigação está avaliado em aproximadamente R$ 15,5 milhões.
Mandados cumpridos
Ao todo, os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram emitidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus, após representação da PF e parecer favorável do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Os mandados foram executados em:
• Prédios públicos — incluindo sedes da Prefeitura de Ilhéus• Residências de servidores públicos e empresários• Sede das empresas envolvidas no suposto esquema
A operação se estendeu por quatro municípios baianos: Ilhéus, Itagimirim, Camaçari e Lauro de Freitas.
Indícios de superfaturamento e conluio
De acordo com as investigações, que tiveram início em 2025, há fortes indícios de direcionamento da contratação e conluio entre as empresas que participaram do certame. A PF e a CGU apontam que o prejuízo aos cofres públicos por conta de superfaturamento já ultrapassa R$ 1,7 milhão.
Segundo a Polícia Federal, diversos itens da merenda escolar foram adquiridos pelo município por valores muito superiores aos praticados no varejo. O correto, por se tratar de uma compra em larga escala, seria o município obter preços inferiores aos do mercado convencional.
Próximos passos
O material apreendido durante as buscas será analisado minuciosamente pela equipe de investigação para identificar o tamanho real do desvio e o envolvimento de cada suspeito.
Crimes previstos
Os envolvidos na fraude poderão responder por uma série de crimes graves, tais como:
• Contratação direta ilegal• Frustração do caráter competitivo do processo licitatório• Associação criminosa• Corrupção ativa e passiva
Posicionamento
Até o momento da publicação desta matéria, a Prefeitura de Ilhéus não havia se pronunciado sobre a operação. O espaço segue aberto para manifestação das defesas e do órgão público.
Por: Rafael Vedra/Liberdadenews
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