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Brasil enfrentou os Estados Unidos e venceu: diz New York Times

Política - com informações do LiberdadeNews

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Com informações do LiberdadeNews

25/11/2025 por Redação

A reação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ser informado da prisão de Jair Bolsonaro no último sábado, chamou atenção pela frieza. Questionado por jornalistas se tinha algo a dizer sobre a detenção de seu antigo aliado, Trump respondeu de forma curta: “Não. Acho apenas uma pena.”

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A resposta contrasta com a postura adotada por Trump meses antes, quando tentou pressionar diretamente o governo brasileiro para impedir o avanço do processo que condenou Bolsonaro. O episódio evidencia não apenas os destinos distintos dos dois ex-presidentes, mas também os limites da influência norte-americana sobre outros países — especialmente quando instituições democráticas resistem.

Pressões, tarifas e a tentativa frustrada de proteger Bolsonaro


Em julho, Donald Trump enviou uma carta dura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que o Brasil abandonasse as acusações de tentativa de golpe contra Bolsonaro. Paralelamente, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sancionou um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Era uma ofensiva incomum e direta para interferir no caso jurídico mais delicado do Brasil em décadas. Mas não funcionou.

Cinco meses depois, Bolsonaro está preso, cumprindo pena de 27 anos, enquanto Trump já recuou da maior parte das medidas adotadas para protegê-lo — incluindo a retirada das tarifas sobre carne e café, que elevaram preços nos Estados Unidos.

Instituições brasileiras resistiram — e Lula sai politicamente fortalecido


Especialistas destacam que as instituições brasileiras ignoraram a pressão externa e seguiram o ritmo normal do processo. Alguns analistas acreditam que a interferência dos EUA contribuiu para o endurecimento da sentença contra Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, Lula saiu mais forte do embate diplomático. Após encontros amistosos com Trump, o presidente americano passou a adotar um tom elogioso, mencionando até “boa química” entre os dois.

De aliado protegido a figura abandonada


Bolsonaro foi preso após autoridades detectarem adulterações em sua tornozeleira eletrônica. Ele teria tentado queimar o dispositivo com um ferro de solda, alegando estar sob alucinações provocadas por medicamentos.

O ministro Alexandre de Moraes determinou sua prisão ao classificá-lo como risco de fuga, citando a proximidade de sua residência com a embaixada dos Estados Unidos.

Com a condenação confirmada, não houve a retaliação prometida pelos EUA. Em vez disso, Trump aproximou-se do governo Lula, deixando Bolsonaro isolado politicamente.

Negociações e novos interesses dos EUA


A reversão das tarifas veio acompanhada de expectativas de que Washington busque ampliar o acesso a minerais estratégicos brasileiros, como terras raras — interesse crescente dos EUA na América Latina.

Apesar do recuo, permanecem as sanções contra Moraes, cuja atuação firme no combate à desinformação e ao extremismo ainda gera debates sobre limites e riscos democráticos.

Lula reforça soberania


Ao ser questionado sobre o comentário de Trump após a prisão de Bolsonaro, Lula foi direto:
“Trump precisa entender que somos um país soberano.”

A declaração sintetiza o tom da análise do New York Times: apesar da pressão, o Brasil enfrentou os Estados Unidos — e venceu.

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