Divulgação/Notícias ao MinutoWilliam Lai Ching-te enfatizou que os recentes "ataques" da China contra o Japão "estão a afectar gravemente a paz e a estabilidade no Indo-Pacífico", em declarações citadas pela agência de notícias pública taiwanesa CNA.
Pequim "deve regressar ao caminho da ordem internacional baseada em regras", o que seria benéfico para a paz, a estabilidade e o "desenvolvimento próspero" da região, em vez de "se tornar uma fonte de problemas", acrescentou William Lai.
"Pedimos à China que reconsidere [a sua posição]", concluiu o líder de Taiwan.
A China proibiu a navegação em parte do mar Amarelo, entre hoje e quarta-feira, para realizar exercícios militares, anunciou a Administração de Segurança Marítima (MSA, na sigla em inglês).
No aviso da MSA, difundido no sábado pela comunicação social, refere-se que vão ser realizados exercícios com munições reais no centro do mar Amarelo, que fica localizado entre a China e a península coreana.
Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês emitiu um alerta, na sexta-feira, no qual desaconselha as viagens para o Japão devido à deterioração do ambiente de segurança.
Um aviso replicado, no sábado, pelas autoridades das duas regiões semiautónomas chinesas de Macau e Hong Kong.
As principais companhias aéreas chineses anunciaram, também no sábado, o reembolso total dos voos com destino ao Japão, após o apelo do Governo.
Esta medida, anunciada pelas companhias Air China, China Southern e China Eastern, aplica-se aos voos agendados até 31 de dezembro.
As medidas de Pequim surgiram depois de, em 07 de novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que um ataque a Taiwan poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa do Japão.
Em resposta, a China chamou o embaixador japonês em Pequim alertando-o que o preço a pagar seria "doloroso".
O Ministério da Defesa da China defendeu ainda que as declarações de Takaichi foram "extremamente perigosas" e uma "grave interferência" nos assuntos internos chineses.
A tensão aumentou no dia seguinte, depois de o cônsul chinês em Osaka, Xue Jian, o cônsul-geral da China em Osaka, Xue Jian, defender num 'post' na rede social X, que entretanto apagou, que o melhor seria "cortar essa cabeça suja sem a menor hesitação", sem especificar a quem se referia exatamente, mas citando um artigo de imprensa que relatava as declarações da governante japonesa.
O Japão vai enviar hoje um diplomata à China para abordar as recentes tensões em relação a Taiwan, avançou a agência de notícias japonesa Kyodo, citando fontes governamentais.
O dirigente do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês vai reunir-se com as autoridades chinesas na terça-feira, acrescentou a Kyodo.
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