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UE lamenta decisão líbia de expulsar Médicos Sem Fronteiras

A União Europeia (UE) lamentou hoje a decisão do Governo de Unidade Nacional da Líbia de ordenar à organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) que abandone o país antes de 09 deste mês.

Rastro101
Com informações do Notícias ao Minuto

03/11/2025 por Redação

Divulgação/Notícias ao MinutoDivulgação/Notícias ao Minuto"A União Europeia lamenta a decisão das autoridades líbias em que ordena aos Médicos Sem Fronteiras que deixem o país", declarou o porta-voz da Comissão Europeia (CE), Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária da instituição.
 
El Anouni acrescentou que a delegação da UE em Tripoli mantém consultas com representantes dos Estados-membros e com a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia, "com vista a discutir possíveis ações coordenadas".
O Governo de Unidade Nacional da Líbia ordenou aos MSF que abandonem o país antes de 09 deste mês, tal como anunciou na quarta-feira a própria organização, que desde março tem as suas atividades suspensas por ordem da Agência de Segurança Interna (ISA, na sigla em inglês).
A 27 de março de 2025, a Agência de Segurança Interna líbia encerrou os escritórios da organização e interrogou vários dos seus funcionários, decisão que afetou outras nove organizações humanitárias que operavam no oeste do país.
"Lamentamos profundamente a decisão comunicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros [do Governo de Unidade Nacional] e estamos preocupados com as suas consequências para a saúde das pessoas que assistimos", afirmou a organização em comunicado.
A Líbia está dividida em duas administrações depois de a Câmara dos Representantes, com sede no leste do país, ter encerrado o mandato do primeiro-ministro do Governo de Unidade Nacional líbio, Abdul Hamid Dbeibé, devido ao adiamento das eleições presidenciais em dezembro de 2021.
No entanto, Dbeibé rejeitou a decisão e optou por permanecer no cargo até à realização das eleições, ainda por definir.
O leste da Líbia está dominado, a partir de Bengazi, 1.020 quilómetros a leste de Tripoli, pelo general Khalifa Haftar, comandante do chamado Exército Nacional Líbio (LNA).
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