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Justiça bloqueia R$ 120 milhões de grupo suspeito de lavar dinheiro obtido com crimes no RS

G1 - com informações do G1

Rastro101
Com informações do G1

16/10/2025 por Redação

Justiça bloqueia R$ 120 milhões de grupo suspeito de lavar dinheiro obtido com crimes no RS
Ronaldo Bernardi/Agência RBS
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 120 milhões de um grupo criminoso suspeito de montar um esquema de lavagem de dinheiro obtido com crimes no Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro era resultado do comércio de drogas e era usado para a aquisição de imóveis, bem como de veículos.
Nesta quinta-feira (16), são cumpridas 204 medidas cautelares durante operação policial. No total, 33 ordens de busca e apreensão são cumpridas em 13 cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina: Novo Hamburgo, Campo Bom, Três Coroas, Lajeado, Gravataí, Alvorada, Torres, Esteio, Canoas, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Portão e Montenegro, no RS. Já em Santa Catarina, os mandados são cumpridos em Florianópolis e em Carianos.
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Além dos mandados de busca e apreensão, são cumpridos 68 mandados de prisão preventiva, 74 bloqueios de contas bancárias, seis sequestros de imóveis e apreensão de 23 veículos. O total de bens soma cerca de R$ 2 milhões, conforme estimativa da polícia.
As movimentações no sistema bancário eram mediante dissimulações estruturadas, pulverizações, smurfings, fracionamentos, triangulações, uso de contas de idosos, contas de passagem (depósitos e saques rápidos), uso de casas lotéricas, explicam os delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Liedtke.
Conforme a investigação policial, o dinheiro circulava entre membros do grupo criminoso que atuavam como chefes, gerentes e operadores. A maior parte era de pessoas com antecedentes policiais por tráfico de drogas, homicídio e roubos.
Eram valores milionários, demonstrando a expertise para evitar detecções dos órgãos fiscalizadores, contam os delegados.
Em 2023, uma operação contra o grupo criminoso foi feita e 53 pessoas foram presas, entre empresários, comerciantes e um advogado. Naquele ano, foram apreendidas 21 armas de fogo, além de drogas. A investigação descobriu uma ligação dos membros com homicídios cometidos no RS e em Santa Catarina. Eles também seriam responsáveis por ameaças contra autoridades policiais.
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