
Expectativa é que a temporada 2023/2024 seja a maior dos últimos 11 anos. Plano de contingência em saúde é elaborado para a temporada de cruzeiros marítimos no litoral de SP
Arquivo/sabela Carrari
Um Plano de Ação de Preparação, Vigilância, Monitoramento e Resposta à Saúde foi elaborado para a temporada de cruzeiros marítimos 2023/2024 que vai começar no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O documento foi criado pela Secretaria de Saúde de Santos, aprovado pela Clia Brasil e também pelas armadoras MSC e Costa Cruzeiros.
A temporada de cruzeiros marítimos 2023/2024 começa no fim de outubro e a expectativa é que seja a maior dos últimos 11 anos, contando com 7 meses de duração. A Clia Brasil (Cruise Lines International Association) prevê a movimentação de 840 mil cruzeiristas.
A grande circulação de pessoas requer atenção das autoridades sanitárias. Por isso, o Departamento de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde de Santos, elaborou um plano que estabelece a ação dos setores da saúde de forma integrada, para a vigilância, monitoramento e resposta a uma possível emergência de saúde pública.
Segundo a Prefeitura de Santos, o trabalho é realizado de forma conjunta com a Anvisa, que é a responsável sanitária na região portuária. O objetivo é garantir o bem-estar e a saúde dos que estão a bordo e também da população local.
Na temporada de cruzeiros de 2022/2023, Santos recebeu cerca de 700 mil pessoas e o plano de contingência anterior foi aplicado com sucesso.
Plano de contingência em saúde é elaborado para a temporada de cruzeiros marítimos no litoral de SP
Rogério Soares/A Tribuna Jornal
Como funciona o plano?
Ao detectar caso de Covid-19 e casos suspeitos de outras doenças transmissíveis, caberá ao navio de cruzeiro ou agente marítimo informar o município, o Estado e a Anvisa. O médico de bordo fará um relatório técnico detalhado sobre cada paciente. No caso de Covid-19, passageiros assintomáticos ou com sintomas leves permanecerão em isolamento na embarcação até o desembarque no porto de origem para o retorno à sua residência.
Quem necessitar de internação será encaminhado para hospital privado, da rede conveniada com a empresa marítima. O transporte será providenciado pela companhia de cruzeiros, em ambulância ou veículo com motorista, fazendo uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e protocolos de higienização, além de previamente testado.
Passageiros ou tripulantes que necessitarem de quarentena ou isolamento serão encaminhados ao hotel conveniado à empresa marítima ou companhia de seguros, onde ficarão até o término do período. Já passageiros e tripulantes hospitalizados serão acompanhados por equipe especializada e designada pela empresa marítima ou companhia de seguros, sob supervisão do município e do estado.
Quem estiver hospedado em hotel será acompanhado por equipe de saúde e representantes da empresa marítima e da companhia de seguros, que farão contato diário para atualização do quadro clínico. Todos assinarão termo de responsabilidade para o cumprimento das regras de isolamento. O hotel também ficará com a responsabilidade de cumprimento das regras sanitárias para o isolamento.
Em caso de óbito, a companhia marítima será responsável pela remoção e translado dos corpos.
Vistoria e monitoramento
A Seção de Vigilância Sanitária faz a vistoria prévia em todos os estabelecimentos indicados (como hotéis, laboratórios e hospitais), com o objetivo de verificação da licença sanitária do local e do cumprimento dos protocolos. Já a Seção de Vigilância Epidemiológica da SMS receberá as fichas de notificação dos casos suspeitos, confirmados, internados e óbitos.
Após os desembarques, a Seção de Vigilância Epidemiológica deve monitorar casos de doenças e eventos de saúde possivelmente associados a cruzeiros que tenham pacientes e/ou tripulantes internados ou em isolamento em hotéis instalados em Santos. O município fará a investigação epidemiológica necessária. Também deverá apoiar a Anvisa, quando solicitada, às ações de investigação de surtos, bloqueios e intervenções em eventos de saúde pública.
Cabe também à Vigilância Epidemiológica solicitar ao laboratório referenciado pela companhia marítima ou seguro os resultados de exames coletados, por amostragem, para envio ao Instituto Adolfo Lutz (IAL). Todos os resultados emitidos pelo IAL serão monitorados e notificados ao Estado para fim de retorno do passageiro ou tripulante à sua cidade de origem.
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