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Covid-19: agência autoriza vacina em bebês a partir de 6 meses nos EUA

No Brasil, a vacinação para esse grupo ainda não está aprovada, e os hospitais infantis já registram aumento dos atendimentos nos prontos-socorros e de internação A FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) autorizou o

Rastro101
Com informações do site Queagito.com

18/06/2022 por Redação

Divulgação/Queagito.comDivulgação/Queagito.comNão existem tratamentos ou vacinas específicas para a infecção pelo vírus da varíola dos macacos — Foto: Ramon Bitencourt
No Brasil, a vacinação para esse grupo ainda não está aprovada, e os hospitais infantis já registram aumento dos atendimentos nos prontos-socorros e de internação
A FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) autorizou o uso de duas vacinas contra a Covid-19 em crianças que tenham de seis meses a cinco anos. A decisão ainda precisa ser confirmada pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), que está avaliando os resultados dos ensaios clínicos.
A expectativa é que o aval saia até este sábado (18). Caso seja aprovada pelo CDC, a imunização desse novo grupo etário com as vacinas Moderna e Pfizer/Biontech contra a Covid começa na próxima semana. No Brasil, a vacinação para esse grupo ainda não está aprovada, e os hospitais infantis já registram aumento dos atendimentos nos prontos-socorros e de internação por Covid.
Atualmente, a faixa etária entre zero e cinco anos se tornou a de maior risco de hospitalização pela doença, excetuando a população acima de 60 anos, segundo análise da Fiocruz. Em novembro, esse grupo não representava 5% dos casos semanais de Síndromes Respiratória Aguda Grave por Covid-19 no país. De abril em diante, ele passou a responder por até 15% dos registros.
Segundo as recomendações da agência americana, na vacina da Moderna será adotado um esquema de duas doses, com intervalo de um mês, para as crianças a partir de seis meses. Para as imunocomprometidas, pode-se optar por uma terceira dose pelo menos um mês após a segunda dose.
As injeções contêm 25 microgramas do imunizante, um quarto do nível que os adultos recebem. A taxa de eficácia foi de 51% na prevenção da infecção por ômicron para crianças de seis meses a dois anos e cerca de 37% eficaz para aquelas entre dois e cinco anos.
Já a vacina da Pfizer- Biontech será administrada em um ciclo de três injeções: duas com intervalo de três semanas e a terceira dois meses após a segunda, cada uma com 3 microgramas do imunizante, um décimo do nível que os adultos recebem. A taxa de eficácia na prevenção da infecção por ômicron foi de 75% em crianças de seis meses a dois anos, e de 82% entre dois e quatro anos.
Embora a vacina da Pfizer-Biontech pareça mais eficaz do que a da Moderna em crianças menores de cinco anos, a FDA ressaltou que os dados são preliminares e que é crucial que os pais que optam por ela garantam que seus filhos recebam a terceira dose. A taxa de eficácia com duas doses foi de apenas 14% para crianças menores de dois anos, e de 33% no grupo entre dois e quatro anos.
Os efeitos colaterais mais comuns das vacinas foram dor no local da injeção, irritabilidade e choro, perda de apetite e sonolência, de acordo com o FDA. Não houve casos de miocardite, um tipo de inflamação do coração, nos ensaios clínicos de ambas as vacinas.
Nesta sexta, o comissário da FDA, Robert M. Califf, comemorou a aprovação das vacinas para novos grupos etários, indicando que elas são seguras e vão beneficiar muitas crianças.
&8220Muitos pais, cuidadores e médicos estão esperando por uma vacina para crianças mais novas, e esta ação ajudará a proteger crianças a partir de seis meses de idade. Como vimos com grupos etários mais velhos, esperamos que as vacinas para crianças mais novas forneçam proteção contra os desfechos mais graves da Covid-19, como hospitalização e morte.&8221
Segundo o chefe da FDA, os responsáveis pelas crianças &8220podem ter confiança na segurança e eficácia dessas vacinas contra Covid-19 e podem ter certeza de que a agência foi minuciosa em sua avaliação dos dados&8221. A cobertura vacinal de crianças contra a Covid tem sido um desafio nos EUA.
A vacina da Pfizer/Biontech foi autorizada para crianças de cinco a 11 anos em outubro, mas apenas 29% desse grupo está totalmente vacinado até agora, segundo dados federais. O Brasil enfrenta entrave semelhante. De acordo com análise feita pelo jornal Folha de S.Paulo a partir de números oficiais do Ministério da Saúde, mais da metade das crianças que receberam a primeira dose de uma das vacinas contra Covid-19 nos primeiros meses do ano podem estar com a segunda dose atrasada.
Além dos Estados Unidos, ao menos oito países já vacinam crianças abaixo de cinco anos contra a Covid usando as vacinas Soberana 02, do laboratório Sinopharm, e a Coronavac, que no Brasil está sob análise da Anvisa para aplicação em crianças a partir de três anos.
Para o infectologista Francisco Ivanildo Ribeiro, gerente de qualidade do Sabará Hospital Infantil, é importante que, ao mesmo tempo que o governo brasileiro discuta a ampliação da vacina para os menores de cinco anos, também crie estratégias para avançar na imunização das crianças maiores e nos adultos que ainda não estão com o esquema vacinal completo.
Na faixa etária entre 5 e 11 anos, a vacina já está liberada desde o início do ano, mas hoje pouco mais de 30% das crianças desse grupo etário estão com as duas doses. &8220Para essas novas variantes, a terceira dose não pode ser mais considerada um reforço, mas sim parte do esquema vacinal. A partir dos 12 anos, é mais interessante focar os esforços para tentar resgatar os que ficaram para trás.&8221
Para ele, em uma eventual liberação da vacinação para menores de cinco anos no Brasil será fundamental que as ações do governo federal estejam bem coordenadas. &8220Para que não tenha informação que jogue contra o esforço de vacinar, como aconteceu na faixa etária de 5 a 11 anos. Com certeza, isso teve impacto para a gente ter baixa adesão até esse momento.&8221
Além de prevenir o risco de hospitalizações e óbitos por Covid, é muito importante incluir as crianças na vacinação porque elas podem funcionar como reservatórios do coronavírus e transmiti-lo para outros grupos mais vulneráveis.
Uma revisão sistemática também mostrou que mais de 25% das crianças e adolescentes infectados pelo coronavírus também podem desenvolver a Covid-19 longa, ou seja, continuam apresentando um ou mais sintomas mesmo após mais de um mês da infecção. O estudo foi conduzido por universidades dos Estados Unidos, México e Suécia.
(Cláudia Colluci/ Folhapress)
Fonte: otempo.com.br

Link curto: https://bit.ly/3zNh1pD

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