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Cientistas mapeiam rede cerebral ligada a vícios

Segundo a revista Nature Medicine, pesquisadores analisaram fumantes que pararam de fumar abruptamente após sofrerem lesões cerebrais

Rastro101
Com informações do site O Tempo

13/06/2022 por Redação

Divulgação/O TempoDivulgação/O TempoCientistas mapearam uma rede cerebral que estaria ligada a vícios através do estudo de fumantes que pararam de fumar abruptamente após sofrerem lesões cerebrais, revela um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista Nature Medicine.

 

Os autores do estudo esperam que os resultados obtidos possam ajudar a orientar melhor os futuros tratamentos de dependência. 

 

Para determinar onde estão localizados os vícios no cérebro humano, os pesquisadores estudaram 129 pacientes que fumavam diariamente e que sofreram lesão cerebral. 

 

Mais da metade continuou fumando após a lesão e um quarto parou imediatamente sem dificuldade, de acordo com o estudo. 

 

As lesões associadas à remissão estão localizadas em várias áreas do cérebro, mas todas poderiam estar ligadas a uma rede específica, dizem os pesquisadores, que as mapearam em uma série de zonas cerebrais chamadas de rede de remissão do vício.

 

Eles descobriram que uma lesão que levaria uma pessoa a desistir de um vício provavelmente afetaria partes do cérebro, como o córtex cingulado anterior dorsal, o córtex pré-frontal lateral e o córtex insular, mas não o córtex pré-frontal medial.

 

Pesquisas anteriores mostraram que lesões no córtex insular reduzem o vício, mas não levaram em consideração outras partes do cérebro identificadas neste novo estudo. 

 

Para confirmar seus resultados, os pesquisadores estudaram 186 pacientes com danos cerebrais que foram submetidos a uma avaliação de risco relacionado ao álcool. 

 

Descobriram que as lesões da rede cerebral relacionadas ao vício em fumantes também reduziam o risco de alcoolismo, sugerindo uma rede compartilhada de vício entre essas substâncias.

 

De acordo com um dos autores do estudo, Juho Joutsa, neurologista da Universidade finlandesa de Turku, a rede identificada fornece um alvo que pode ser testado para tentativas de tratamento. (AFP)

Link curto: https://bit.ly/3OekMIE

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