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Corpo de Bombeiros da Bahia faz recomendações sobre nadar em rios

Ausência de ondas dá a falsa sensação de segurança, mas rios escondem muitos perigos como galhos, lodo e pedras capazes de causar incidentes

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Radar64
10/02/2022 por RADAR64

Divulgação/Radar64Divulgação/Radar64

Cerca de 70% dos afogamentos ocorridos no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), acontecem nos rios. Eles despertam o interesse daqueles que procuram um ambiente mais tranquilo por serem pouco frequentados em comparação aos clubes e praias, por exemplo, mas também escondem riscos.


As águas doces naturais são menos densas do que as do mar, o que dificulta a flutuabilidade, fazendo com que a pessoa afunde mais rapidamente. Em geral, 50% dos afogados estavam nadando/brincando no rio e ao menos 16% pescando. Pelo menos 29% são surpreendidos por dificuldades ao nadar, 18% súbito afundamento e outros 16% caem do barco. As informações são da Sobrasa.


Os levantamentos da entidade também apontam que a maioria das vitimas fatais são do sexo masculino, se consideravam bons nadadores e/ou tentavam salvar uma outra vítima de afogamento. Por isso, ao optar por nadar em um rio é importante se atentar ao fato de que as águas são mais escuras do que a água do mar, tornando a visualização de galhos, vegetação e lodo.


Rios escondem muitos perigos como galhos, lodo e pedras capazes de causar incidentes

“Para um banho seguro nos rios é importante procurar um local com água só até a cintura, perto das margens e de outras pessoas. É importante ter cuidado com buracos e lodo no fundo, pois você pode afundar rapidamente. Só entre na água se não tiver ingerido bebidas alcoólicas. Não realize saltos, tanto por não conhecer a profundidade do rio, quanto pela possibilidade de existência de pedras e galhos soltos no fundo”, recomenda a soldado do Grupamento de Bombeiros Militar (GMAR), Virgínia dos Santos Silva. Ela também alerta que o ideal é entrar na água rasa utilizando os pés primeiro e não superestimar a capacidade dentro do meio aquático, pois 50% dos afogados acreditavam que sabiam nadar.


Ela também chama atenção para o fenômeno conhecido como cabeça d’água, quando acontece o aumento súbito do volume, velocidade e do nível do rio, um fator de risco que pode provocar o arrastamento de pessoas, seguido de morte por afogamento. A soldado do 13º Grupamento de Bombeiros Militar (13ºGBM/Gmar) também lembra da importância do uso do colete salva-vidas.


E reforça que ao presenciar afogamento em um rio, a pessoa não deve entrar na água para realizar o socorro, a menos que seja habilitado e treinado para o procedimento. “Em vez disso, pode jogar um material de flutuação para ajudar e chamar imediatamente por ajuda do corpo de bombeiros através do 193”, finalizou.


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