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Podemos diz que CPI contra Moro é vingança de Lula, Bolsonaro e PP por Lava Jato

Partido afirma que tentativa de investigação é uma forma de manipular fatos e criar informações falsas para atacar Moro por medo da derrota nas eleições presidenciais de outubro

Rastro101
Com informações do site O Tempo

25/01/2022 por Redação

Divulgação/O TempoDivulgação/O TempoA Executiva Nacional do Podemos repudiou a sugestão de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar se houve conflito de interesse na contratação do ex-juiz Sergio Moro pela empresa Alvarez & Marsal.

Segundo o partido, a tentativa de investigação é uma “vingança” fruto da união do PT, que tem o ex-presidente Lula, com o governo do presidente Jair Bolsonaro e caciques do PP, como o ministro da Casa Civil Ciro Nogueira e o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (AL).

A defesa pela CPI na Câmara dos Deputados é ainda, na avaliação do Podemos, uma forma de manipular fatos e criar informações falsas para atacar Moro por medo da derrota eleitoral. O partido já lançou Moro como pré-candidato  à Presidência da República.

“Refutamos essa lamentável linha de vingança que une campos opostos contra um brasileiro honesto e íntegro que entra na política para colocar seu nome à disposição do povo brasileiro para liderar um projeto de reconstrução do Brasil”, afirmou a legenda em nota divulgada à imprensa.

“Criar uma CPI para se investigar a relação de trabalho desse brasileiro com uma empresa particular é ilegal perante as nossas leis vigentes. Atacar Moro com CPI, manipulação de fatos e fakenews só mostra o tamanho do medo deles contra o combate ao sistema corrupto. O povo brasileiro, assim como nós, do Podemos, repudiamos a união dos que apoiam a corrupção”, finalizou.

Parte da bancada do Podemos no Congresso Nacional também repudiou a ideia da CPI. Para os parlamentares, o ato é comandado por políticos afetados pela Operação Lava Jato, que contou com decisões de Moro enquanto atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, para prejudicar a pré-candidatura do ex-juiz.

“O Podemos repudia a tentativa nefasta de autoridades, parlamentares e partidos atingidos pela Lava Jato de prejudicar a pré-candidatura de Sergio Moro. A criação de uma CPI para investigar o contrato de trabalho de um cidadão brasileiro com uma empresa privada nos Estados Unidos é uma ofensa à sociedade, que espera ver no Parlamento debates e providências que melhorem a vida das pessoas, e não que sirvam de palanque político-eleitoral para um projeto de vingança ao juiz que prendeu corruptos. Mas o Brasil do bem saberá se vingar nas urnas”, afirmam.

O pronunciamento é assinado pela deputada federal Renata Abreu (SP), que também é presidente nacional do partido, e pelos senadores Alvaro Dias (PR), Eduardo Girão (CE), Flávio Arns (PR), Jorge Kajuru (GO), Lasier Martins (RS),  Marcos do Val (ES), Oriovisto Guimarães (PR), Reguffe (DF) e Stwenson Valentim (RN).

A criação da CPI foi defendida, inicialmente, pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). Para o parlamentar, pode ter havido conflito de interesse na contratação de Moro para consultorias em processos de recuperação judicial de empresas processadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná.

O problema, na avaliação de Teixeira, é que a seção judiciária é a mesma que Moro atuou como juiz federal entre 1996 e 2018 e em casos da Operação Lava Jato.

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