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Crise na Capes: 28 pesquisadores de Química renunciam a funções

Ao menos 52 pesquisadores da área de Matemática, Probabilidade e Estatística (Mape), e da área de Física renunciaram coletivamente aos cargos nos últimos dias

Rastro101
Com informações do site O Tempo

02/12/2021 por Redação

Divulgação/O TempoDivulgação/O TempoA crise na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) parece não ter fim. Mais 28 pesquisadores pediram demissão nesta quarta-feira (20). Todos atuam na avaliação da área de Química. São três coordenadores, que tinham mandato de quatro anos, e 25 pesquisadores ad hoc, que atuam como consultores nas avaliações.

Ao menos 52 pesquisadores da área de Matemática, Probabilidade e Estatística (Mape), e da área de Física renunciaram coletivamente aos cargos nos últimos dias. A demissão coletiva foi comunicada em duas cartas, uma entregue à direção da Capes na semana passada e outra na segunda-feira (29), que também foi divulgada ao público.

Os cientistas acusam a Capes de não respaldar o trabalho de avaliação desempenhado por eles e criticam a presidência da instituição por não defender a Avaliação Quadrienal da pós-graduação, suspensa por decisão judicial em setembro. Com a saída, os novos chefes das áreas terão de montar suas equipes.

A Capes é uma agência de fomento à pesquisa, ligada ao Ministério da Educação (MEC), que tem como missão avaliar os cursos de pós-graduação no Brasil e divulgar informações científicas. Desde abril, a Capes é presidida pela reitora do Centro Universitário de Bauru, Claudia Mansani Queda de Toledo.

A avaliação quadrienal da Capes está paralisada após uma decisão judicial. “Assim como diversos colegas, acreditamos que a Capes não tem se esmerado na defesa da sua forma de avaliação. Isto ficou patente nas várias manifestações da presidência e contrasta fortemente com os posicionamentos favoráveis à retomada da avaliação vindos de diversas entidades”, escrevem os coordenadores.

“Chama-nos a atenção que a recente tentativa de suspensão da liminar tenha sido apresentada pela Capes sem qualquer urgência, apenas depois de dois meses”, continuam os pesquisadores. Para o grupo, “é quase impossível” que a avaliação quadrienal seja retomada no futuro próximo. “Tampouco nos é evidente que a avaliação, se de fato ocorrer, atenderá aos padrões de qualidade que a área preconiza.”

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TÓPICOS:
Educação

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