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Publicado: 28/08/2017, por Redação Atualizado: 28/08/2017 às 19h51, por Redação

Economia

Encontro sobre os benefícios da silvicultura em Itamaraju

Programa Ambiente Florestal Sustentável promove reunião na Câmara de Vereadores de Itamaraju (BA)

ASCOM / VERACEL

"Oportunidades de negócios na cadeia produtiva da silvicultura (bens madeireiros e não-madeireiros) e seus benefícios para a região de Itamaraju (BA)". Este é o tema da reunião que o Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS) - uma iniciativa da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) - realiza no dia 30/08, às 18h, na Câmara de Vereadores de Itamaraju (Praça Independência, 244). O encontro, que tem parceria do Sindicato Rural de Itamaraju e apoio da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Itamaraju, é aberto ao público interessado em conhecer mais sobre a silvicultura. As inscrições são gratuitas, mas as vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas através do telefone do Sindicato Rural de Itamaraju: (73) 3294-1302.

O programa inclui: "Apresentação sobre o Setor Florestal na Bahia e Brasil’, por Wilson Andrade (Diretor Executivo da ABAF); ‘Programa Ambiente Florestal Sustentável", por Paulo Andrade (Coordenador do programa); ‘Manejo Florestal Sustentável’, por Gleyson Araújo (Produtor Rural - Associação dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da Bahia - Aspex); ‘Aspectos Sociais, Econômicos e Ambientais das Plantações Florestais’, por Sebastião Valverde (Universidade Federal de Viçosa); ‘Regularização e Licenciamento Ambiental’, por Leandro Mosello Lima (Consultor Jurídico) e, no final, tempo para perguntas. O evento está programado para encerrar às 21h.

“Este tipo de evento é importante para Itamaraju que tem o agronegócio como a base da sua economia. O plantio de florestas pode vir a incrementar nosso crescimento, gerando mais emprego e renda. E, com tudo isso, ajudar a cidade a despontar no Extremo Sul da Bahia como um lugar ideal para o agronegócio e o plantio de florestas, especialmente por nossas excelentes condições edafoclimáicas”, declara o presidente do Sindicato Rural de Itamaraju, Everaldo Melo.

De acordo com o diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), Wilson Andrade, a Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente no estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o setor e suas vantagens. “Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia - hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros”, explica.

O setor, além dos aspectos econômicos, gera impacto positivo no que diz respeito ao meio ambiente, compromisso social e qualidade de vida. Árvores plantadas são cultivadas atendendo a planos de manejo sustentável que tem como objetivo reduzir os impactos ambientais e promover o desenvolvimento econômico e social das comunidades vizinhas. Plantadas para evitar a pressão e degradação de ecossistemas naturais, as florestas contribuem ainda para o fornecimento de biomassa florestal, lenha e carvão de origem vegetal.

Os plantios de árvores desempenham importante papel na prestação de serviços ambientais: evitam o desmatamento de hábitats naturais, protegendo assim a biodiversidade; preservam o solo e as nascentes de rios; recuperam áreas degradadas; são fontes de energia renovável e contribuem para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa por serem estoques naturais de carbono.

O Programa - O PAFS é um programa coordenado pela ABAF em parceria com a ADAB e vem trabalhando temas relativos à educação ambiental em comunidades rurais, como: Uso Múltiplo da Floresta Plantada; Regulamentação Ambiental das Propriedades Rurais (Código Florestal/ CAR/ Cefir); Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF)/Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC); Preservação dos Recursos Hídricos; Prevenção e Controle de Incêndios Florestais; Controle de Gado nas Áreas de Preservação; Combate ao Carvão Ilegal e Programa Fitossanitário de Controle de Pragas.

O resultado tem sido muito positivo graças às parcerias feitas com o Governo do Estado, através da Seagri e ADAB; Sindicados Rurais da FAEB/Senar; e Prefeituras, através de suas secretarias de agricultura e meio ambiente. “Acreditamos que a responsabilidade de uma produção rural sustentável tem que ser de todos nós”, acrescenta Andrade. O PAFS conta com uma equipe de engenheiros (agrônomos e florestais) que vem trabalhando com uma estrutura formada por veículos, equipamentos audiovisuais, campanha publicitária e material informativo. Após intenso trabalho em cerca de 1 ano, o PAFS percorreu mais de 103 mil quilômetros, realizou cerca de 114 treinamentos em aproximadamente 100 comunidades, instruindo cerca de 4 mil produtores rurais de frutas, eucalipto, café, entre outras culturas, da região.

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