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Publicado: 08/01/2016, por Alessandro Granda Atualizado: 08/01/2016 às 09h41, por Alessandro Granda

Geral

Lama da mineradora Samarco chega a Abrolhos, diz Ibama

Foi identificado avanço de mancha de lama ao litoral sul da Bahia amostras vão confirmar impacto na área de preservação ambiental

Redação com informações site UOL


(Foto divulgação)(Foto divulgação)

O que era tido para alguns como improvável acabou acontecendo. Em entrevista coletiva concedida na última quinta-feira (7), os presidentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marilene Ramos, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Claudio Maretti, informaram que estão monitorando uma mancha no oceano que chegou à região sul da Bahia e já atingiu o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, considerado como de maior biodiversidade de corais do Atlântico.

Conforme informações da presidenta do Ibama, a mancha está sendo associada à lama de rejeitos de mineração da Samarco, que está concentrada na foz do Rio Doce. A mancha vinha se propagando desde o último mês para o sul do litoral do Espírito Santo, porém, nos últimos dois dias, devido às fortes chuvas na área, passou a se espalhar também na direção norte do estado.

"Hoje fizemos um sobrevoo na região das praias do Sul da Bahia e do Parque de Abrolhos e já registramos a presença de material, de uma lama, que pelo aspecto visual, pela forma que foi avistada, tudo indica que seja a própria mancha, bastante diluída, que está se estendendo ao longo do litoral do Espírito Santo", afirmou a presidente do Ibama.

A mineradora Samarco foi notificada para realizar a coleta de amostras do norte de Abrolhos até a foz do Rio Doce para identificar a origem da mancha no local. Em cerca de dez dias, o resultado deve ser conhecido, mas a expectativa, de acordo com os técnicos já viram a mancha, é de que se trate realmente do material vindo de Mariana.

Desastre natural
Em 5 de novembro, o rompimento de uma barragem de rejeitos de minério da Samarco em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana (MG), causou o que a presidente Dilma Rousseff chamou de "maior desastre ambiental da história do Brasil". Pelo menos 15 pessoas morreram. Outros quatro estão desaparecidos.

Uma enxurrada com 55 milhões de metros cúbicos de lama foi liberada após a ruptura da barragem do Fundão, invadiu o rio Doce, passando por cidades mineiras e do Espírito Santo, até chegar ao oceano Atlântico, 16 dias depois.

Veja um trecho da entrevista:

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