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Lama tóxica de minerador pode atingir praias de Ilhéus e Itacaré, afirma biólogo

As consequências ambientais da tragédia podem reverberar por décadas

Redação com informações do site Blog do Tom Ribeiro
24/11/2015 por Alessandro Granda, atualizado em 24/11/2015 às 21h29 por Redação

(Foto site Climatologia Geográfica)(Foto site Climatologia Geográfica)

O grave desastre ecológico provocado pelo rompimento da barragem na cidade mineira de Mariana pode atingir o litoral sul da Bahia. As informaçõe são do biólogo André Ruschi, diretor da estação biológica Ruschi, a lama deve atingir cerca de 10 mil quilômetros de onde desaguou no oceano atlântico, no litoral do Espírito Santo.

De acordo com imagens postadas nas redes sociais, a lama tóxica, oriunda do rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, há duas semana, deixando um rastro de destruição, já se encontra no litoral baiano, mais precisamente nas praias de Alcobaça, no extremo sul do estado.

“A sopa de lama tóxica que desce no Rio Doce, e descerá por alguns anos toda vez que houverem chuvas fortes, irá se espalhar por uns 3.000 quilômetros quadrados no litoral norte e uns 7000 quilômetros quadrados no litoral ao sul”, afirmou o biólogo.

André ainda afirma que as consequências ambientais da tragédia podem reverberar por décadas. “Os minerais mais tóxicos e que estão em pequenas quantidades na massa total da lama, aparecerão concentrados na cadeia alimentar por muitos anos, talvez uns 100 anos”, afirmou ele.

Veja imagens da tragédia:


Link curto: http://bit.ly/2qgHfeQ

TÓPICOS:
Desastre Ecológico Biólogo Samarco Sul Bahia

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